Primeiro Colocado - Categoria Política.

Ainda Somos a Guarda Real do Século XIX...


Isso podemos comprovar verdadeiramente analisando a história do Rio de Janeiro. Modernização? Oxigenação? Só se for na polícia da França!!!


Analisando a história da criação da Polícia Militar, podemos perceber quão cíclicos os acontecimentos são. Isto é, tudo o que acontece nos dias de hoje é uma repetição que nos acompanha há dois séculos.

Praticamente todas as ações são as mesmas, sejam as utilizadas pelo Comando da Corporação ao longo dos anos (que por muito tempo foi de oficiais do Exército), sejam as utilizadas pelos Governantes, civis ou militares (dependendo da época sempre iguais).

As tradições policiais no Brasil se reportam aos quadrilheiros, resumidamente falando, eles eram grupos armados que patrulhavam as ruas, os quais não tinham salário e que, para a sua subsistência, se apropriavam dos bens dos marginais os quais prendiam. Era a legalização, já no século XIX. do conhecido hoje em dia como espólio de guerra.

Pulando alguns anos e já analisando a criação da Polícia no Brasil, temos a criação da Intendência de Polícia, que era basicamente, podemos dizer, um Ministério da Justiça, onde o Intendente tinham poderes de prender, julgar e estipular a pena que lhe convinha (não haviam leis regulando prazos de pena). Essa Intendência é o que a Polícia Civil do Rio se utiliza para dizer que é a primeira instituição policial brasileira.

Porém, esse Intendente civil, não possuía uma força policial (homens) para comandar, sendo então criada a Guarda Real de Polícia, uma força militar como a existente em Portugal, onde havia um Comandante e era subordinada diretamente ao Intendente (repita-se, mais um Ministro ou Secretário de Segurança que um policial).

Juntamente com os Capitães do Mato, a principal atribuição da Guarda Real era coibir escravos ou negros libertos de cometerem pequenos delitos, fugirem, formarem quilombos ou até mesmo portarem um pedaço de pau (pois poderia vir a ferir alguém). Dados bastante precisos arrecadados na época demonstram a quantidade desproporcional de presos negros e/ou escravos para a de brancos (do total 80% dos condenados eram escravos e 95% haviam nascido na África, sendo que somente 1% dos condenados nunca haviam sido escravos).

A gratificação também já se fazia presente naquela época. Com a proibição, em 1820, da existência dos Capitães do Mato no Rio de Janeiro (além medo do Governo em ter um grande grupo de homens armados e organizados, eles próprios ajudavam escravos a fugir para depois capturá-los), a Guarda Real teve a exclusividade na atribuição de repressão. O militar da Guarda Real, que ganhava à época um salário de 2 mil e quatrocentos réis, recebia como gratificação 4 mil réis ao prender (ou matar) um ladrão (furto) e até 20 mil réis por um ladrão que usasse métodos violentos contra suas vítimas (roubo). Considerando o câmbio dos réis, à época, para o dólar, um membro da Guarda Real recebia o equivalente de salário a pouco mais de 1 dólar e 15 cents (0,45 $ por cada mil réis). Ou seja, os salários já eram miseráveis no século XIX, somente havendo a subsistência do policial pela refeição e estadia dada nos quartéis. E as gratificações chegavam a ser 8 vezes o salário, tudo para que o Estado obtivesse a ordem pública que desejava, que era, na verdade, o combate às classes mais pobres, principalmente os negros e escravos.

Outra repetição dos dias de hoje, já que devido, obviamente, aos salários ridículos, se contratava para serem membros da Guarda as classes mais baixas da sociedade, para agirem como representantes da lei. Afinal, mesmo havendo baixos salários, a "importância" de ser uma autoridade da lei compensaria, até porque o combate seria contra os menos abastados, não havendo a ameaça nunca dessas "autoridades" contra as elites. Esses membros atuavam basicamente contra os grupos que eles mesmos haviam saído. Além disso, claro, existia a possibilidade da corrupção.

Após uma revolta dos membros da Guarda Real, insuflados por militares de uma unidade do Exército que haviam se amotinado, a Instituição foi brevemente extinta, sendo substituída por Guardas Municipais e posteriormente uma Guarda Nacional. Tanto os membros de uma como da outra nova Corporação eram pessoas de nível bem superior aos militares da Guarda Real, que deviam possuir renda própria (teriam que receber anualmente 200 mil réis nas grandes cidades). Ou seja, começam a formar uma polícia eminentemente civil, mas (já naquela época) o perfil do policial seria outro, porém um grande problema, o Guarda não receberia salários. Obviamente essa polícia não conseguiu se manter por muito tempo...

(continua...)

Entre os 30 Primeiros e Primeiro do Rio.

Gostaria de, antecipadamente, agradecer aos amigos e leitores que votaram nesse Blog, que estava concorrendo pelo site TopBlog.

Sei que ainda não saiu o resultado oficial, mas é possível ver a classificação provisória desse Blog lá no site. Aparentemente, se nada mudar, o meu Blog ficou na 23a colocação na categoria Política, entre mais de 300 Blogs concorrentes.

Cabe ressaltar que foi, até agora se demonstra, o primeiro colocado entre os Blogs policiais do Rio de Janeiro, sendo que a maioria desses blogs policiais daqui têm uma quantidade muito superior de visitas diárias. Mesmo assim, como se sabe, quantidade não demonstra qualidade. E acho bem legal que as pessoas que frequentam esse nosso espaço perderam um tempinho do seu tempo para votar em mim.

Posso afirmar (porque os próprios me disseram e mostraram) que jornalistas e políticos de destaque em suas áreas votaram em mim, além, claro, dos colegas policiais (me desculpem os outros, mas esses são muito importantes), além de outras pessoas comuns que gostam de ler o que escrevo.

Isso, para mim, representa que apesar de todas as intempéries, de todos os problemas que eu, por minhas posições e opiniões, venho passando nos últimos 2 anos e meio, ainda tenho alguma legitimidade para falar sobre segurança pública e polícia. Demonstra que as pessoas que estão me lendo não são pessoas que olham e pensam: "legal e dane-se". São pessoas que prestam atenção no que eu escrevo e que param o que estão fazendo para me dar um voto. E o voto representa haver a credibilidade dessas pessoas no que eu digo e, mais importante, esperança de um futuro na segurança pública do Rio de Janeiro.

Claro que não estou me colocando em posição superior a nenhum outro Blog, até porque, como eu mesmo disse, são muito bem acessados (alguns gosto, outros não), porém, também isso prova, que não podem considerar que eu estou em posição inferior. Que não podem se dar ao luxo de desprezar a minha posição como formador de opinião. E isso, para quem há 12 anos atrás entrou na Polícia Militar do Rio de Janeiro como Soldado, sem nenhum parente nem conhecendo ninguém, é muito, mas muito gratificante e animador (coisa que de vez em quando é bom ter, além das pancadas).

De mais, só faço essa postagem para agradecer o carinho por terem votado. E saibam que nossa luta (minha e a de vocês) por uma polícia melhor, infelizmente, está muito longe do fim.

Juntos Somos Fortes. E, um dia, conseguiremos estar verdadeiramente juntos para provarmos isso...

Luiz Alexandre - Capitão Policial Militar

A Cara do Brasil.

Acho realmente muito divertido quando as pessoas acusam os policiais militares do Rio de serem totalmente desonestos, corruptos, aceitarem propinas, etc. Estranho é que ninguém se lembra que as propinas que recebem, em sua maioria, são oferecida ou dadas de bom grado por um outro cidadão, que se acha o máximo da honestidade, mas que se beneficia com a corrupção.

Um grupo humorístico chegou a inédita e brilhante conclusão de que nossos políticos e funcionários públicos são apenas reflexo da sociedade em que vivemos. Por isso que também acho ridículo aquele velho papo que falam sobre tal profissão (como lixeiros ou faxineiras) ganhar pouco e seus membros não serem corruptos. Me pergunto se não são corruptos ou apenas não tem a oportunidade de refletir o que aprenderam desde a infância, que é sempre se dar bem em tudo. Quantas vezes já ouvimos falar que empregadas domésticas e outros trabalhadores como faxineiros, pedreiros, etc, já realizaram pequenos furtos quando a oportunidade lhes veio? Se até Juiz de direito já foi condenado por corrupção... Como muito bem pergunta o repórter: "Nós, brasileiros, temos moral para criticar e acusar os políticos de corrupção?". Vamos só trocar a palavra políticos por policiais ou funcionários públicos.

Bem, uma imagem vale mais que mil palavras. Vejam os vídeos e se divirtam, ou fiquem indignados. Como lhes convir.






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