"Rio - O Conselho de Disciplina da Polícia Militar, formado para apurar a conduta dos dois policiais que atiraram no carro em que estava o garoto João Roberto Amorim, de 3 anos, a mãe dele, Alessandra Amorim, 36, e o irmão caçula, Vinícius, de nove meses, pediu a expulsão do cabo William de Paula da corporação e pela permanência do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto.
A decisão ainda não é final. O documento segue agora para a apreciação do comandante-geral da PM, coronel Gilson Lopes Pitta, que vai definir se acata ou não a sugestão do conselho. Se ele for contrário, deverá fazer um relatório explicitando seus motivos. Só depois dessa fase, então, o destino dos dois policiais será publicado no Boletim da PM.
DESABAFO DE CABRAL
Nos bastidores, a expulsão de William, absolvido semana passada por júri popular pelo crime de homicídio doloso, é dada como certa. O governador Sérgio Cabral é um dos que apóia a saída do cabo. No dia seguinte ao julgamento, indignado com o resultado, Cabral desabafou: “Espero que a PM puna. Ele (William) não serve para ser policial militar, nem para o serviço administrativo. Tem que ser afastado. Não tem proteção para uma atitude como essa”."
Fonte Jornal O Dia
E aí?? Quem aposta na permanência do Policial Militar? Lembremos que no dia posterior ao acontecido, o Governador Sérgio Cabral disse que ele seria expulso da Corporação. Isso não seria um julgamento antecipado da lide? E, tendo em vista o Governador ser o Comandante em Chefe da Força Policial Militar Estadual, fico na dúvida se não tornaria qualquer atitude posterior, nesse sentido, realizada por seus subordinados, nula?
Agora surgem acusações do Cabo ser envolvido com as milícias contrárias das que, em tese, atuariam atualmente. Se for envolvido com esse tipo de crime, que seja por ele julgado e instaurado procedimento para sua exclusão da Polícia Militar. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ele não pode ser condenado pelo acontecido na Tijuca por, em tese, participar de milícias. Cada caso é um caso.
E o mais ridículo de tudo, jornalistas chegaram a dizer que o Juri Popular, sempre tão aclamado como exemplo de isenção na Justiça, por não ser corporativista (já que não teria interesses), não sabe julgar. Que são formados em sua maioria por funcionários públicos...
Meu Deus!!! E daí??? Não dá para entender se isso é só pura ignorância e falta de conhecimento ou se é sacanagem mesmo. Será que eles, jornalistas, seriam dispensados sem problemas por seus empregadores caso fossem colocados em um juri popular desses? Porque o funcionário público, nos dias do Juri, fica obrigatoriamente dispensado de seu serviço, da mesma forma que quando trabalham de mesários nas eleições. É por isso, senhores jornalistas, que a maioria do Juri é formada por funcionários públicos. Se vocês acham que os atuais membros do Juri não são bons o suficiente para julgarem, se habilitem vocês para isso e, no dia do julgamento, falem para seus patrões que por quererem contribuir com a sociedade, vocês irão faltar o serviço e ele vai te dispensar sem problemas, sem reclamações, sem descontos do salário ou ameaça de demissão. Será que vocês, sempre tão críticos e donos da razão, fariam isso pelo bem da sociedade??? Acho que sabemos a resposta...
2 comentários:
Apesar de estar longe do RJ ( sou PM em MG ), mas sempre leio blogs sobre PM ( doença cronica ), prefiro apenas ler e meditar, porém, nesse caso, vou palpitar. Não tenho formação academica em Direito, caso o colega for excluído, ocorrerá o chamado " carta marcada ". Pois com o comentário do Governador de vcs ( espero q essa pessoa nunca venha para MG ), logicamente foi uma ordem implicita, devida sua posição de Cmt Supremo da PMRJ. Guardem os artigos publicados , servirá de base para um advogado que milita na área. Torço para que o irmão permaneça na PMRJ. Abraços a todos.
BOPE com gratificação de R$ 1.000,00 (mil reais), e nós “convencionais”?
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