Primeiro Colocado - Categoria Política.

Jogo de Xadrez



Nem todos que lêem esse Blog já jogaram xadrez, mas tenho certeza que todos sabem qual é o objetivo. O objetivo do xadrez é cercar e dominar o rei do adversário, se apoderando, ou não, das peças do mesmo.

Durante um jogo de Xadrez, qualquer movimento pode definir a vitória ou derrota de um dos jogadores. Qualquer atropelo ou jogada impensada pode colocar em uma situação que não vai deixar possível uma recuperação mais tarde.

Uma das mais preocupantes situações no jogo é o chamado Xeque. O Xeque ocorre quando o Rei é ameaçado. Se você não for ardiloso e tiver se preparado o suficiente, vai perder ou o Rei, ou uma de suas peças principais.

Quando ocorre o Xeque-Mate, já era... Você perdeu ou ganhou o jogo. Quer dizer que você não tem mais saída. Não tem mais como desviar o seu Rei ou sacrificar qualquer peça para não perder.

Quero ser bem sincero com todos os leitores. O que está acontecendo ultimamente é um jogo de xadrez. Cada jogador move suas peças, peões, bispos, damas, etc... Cada peça tem sua importância. E caso ocorra alguma jogada mal feita, simplesmente um lado irá tomar um Xeque-Mate. O nosso movimento já tomou vários Xeques... E tomará muitos mais!!!

Mas é claro que ninguém quer perder, já que perder representará a perda de idéias, ideais, esperanças, cargos, interesses, etc, etc, etc... De ambos os lados.

Por que estou dizendo isso? Para que todos entendam que o destino para onde nos propomos seguir é único e não será mudado nunca, quer seja: a integração salarial com a Polícia Civil. Não porque queremos o “poder” deles, ou as “funções” deles, ou as “Delegacias” deles, mas porque achamos que não podem existir 2 instituições que têm o mesmo mister e receberem salários tão distintos no topo da carreira. E, com essa equiparação, irá resultar diretamente uma melhora salarial de TODOS OS INTEGRANTES DA PMERJ. Passaremos então à não pensarmos mais que somos uma porcaria.

Porém, apesar do destino ser único, existe vários caminhos que podemos chegar até ele. Se percebermos que um caminho não está dando certo, iremos mudar a rota, não importa quantas vezes aconteça, contanto que tenhamos em mente que o destino a que nos propomos alcançar, não será alterado.

Então, caro amigos, entendam que o que estamos fazendo não é uma receita de bolo... Que, se seguirmos a receita, o bolo vai ficar bonito e gostoso. O que estamos fazendo é um jogo de xadrez. Cada movimento tem que ser analisado e avaliado. E se fizermos o movimento errado, temos que ter a moral de expor o que foi feito e voltar atrás, democraticamente, visando sempre o objetivo final, nosso bem comum.

Até agora, é o que estamos procurando fazer. Estamos propensos a sugestões...

Essa Nota Oficial É A Única Que Representa O Nosso Movimento

Nota oficial sobre ato cívico e doação de sangue realizados no dia 26/08/2007.

Nós, denominados “40 da Evaristo”, realizamos hoje um ato cívico, na altura do posto 10 da Praia da Ipanema, conclamando os policiais e bombeiros militares a permanecerem unidos na busca dos nossos objetivos: a integração salarial com a Polícia Civil e melhores condições de
trabalho para o policial e bombeiro militares.
Reconhecemos como gesto de boa-vontade e ressaltamos a postura demonstrada pelo governo do Estado que atendeu a alguns de nossos anseios:
§ Retirada do projeto relativo aos 25% de aumento em 24 vezes;
§ Reabertura do canal de negociação sobre melhoria salarial;
§ Discussão salarial a ser realizada, individualmente, com cada classe envolvida no projeto original (professores, médicos, policiais civis, policiais militares e bombeiros militares, entre outros);
§ Repasse da inflação relativa ao ano 2007 (índice de 4%).
O ato cívico transcorreu de forma ordeira e pacífica, respeitando o direito de todos que ali se encontravam, tomando-se, inclusive, o cuidado de sequer interromper o lazer dominical do carioca, tendo sido liberadas a ciclovia e a faixa destinada à passagem de pedestres que realizavam suas caminhadas matinais.
Simbolicamente, indicando o comprometimento e o compromisso de todos que ali se manifestavam, após o ato cívico, nos dirigimos para o HEMORIO, onde foi realizada doação voluntária de sangue aos bancos daquela sempre necessitada instituição que, tal com nós, atende à sociedade carioca e fluminense.
Permanecemos comungando do mesmo ideal, que é o de uma polícia militar forte e cidadã.
JUNTOS SOMOS FORTES!

Durante A Jornada, Os Mais Fracos Sempre Ficam Pelo Caminho... NADA MUDOU!!! DOMINGO ESTAREMOS LÁ!!!


Caros Policiais Militares e demais civis.

Não iria me pronunciar até domingo, dia de nossa manifestação popular contra o indigno aumento salarial concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Porém, novos fatos e boatos, espalhados indiscriminadamente, me obrigam a explicar o que está acontecendo.

Nada extraordinário mudou em relação à manifestação que ocorrerá no domingo, porém, algumas coisas tiveram que ser adaptadas. Entre essas coisas ficou decidido por MAIORIA de votos que não haverá uma marcha, mas outro ato público onde será narrado a todos os diversos acontecimentos que têm acontecido nos últimos dias, havendo após uma doação de sangue coletiva de quem puder e quiser.

Esses acontecimento que me referi culminaram HOJE com a RETIRADA do Projeto de Aumento Salarial imposto por Sérgio Cabral. Cabral dará um aumento IMEDIATO, que não foi passado ainda, negociando então com cada Corporação e entidades de classe o plano salarial. Para quem dizia que não mudaria de opinião e o aumento seria aquele mesmo, com punições para quem se manifestasse, acho que as coisas mudaram rápido. Nada que uma pressãozinha não dê jeito.

Sobre a falta - ou retirada - de apoio de quem estava jurando estar conosco, sou bem sincero: nunca esperei esse apoio, portanto, para mim, nada mudou. Passei a deixar de ter, o que já sabia que não teria. Diminuí um zero da conta, dando o mesmo resultado que tinha antes.

Sobre a Operação Tolerância Zero, ou Operação Padrão, como diversas categorias fazem - inclusive a TODA PODEROSA E BEM PAGA POLÍCIA FEDERAL - não foi descartada em hipótese alguma, será feita SIM, caso não nos atendam. A única diferença é que, lá, os Delegados apóiam, ou melhor, mandam que os Agentes façam, já aqui...

Então, temos que mostrar nossa força indo no domingo. Pensem um pouco... Se vocês fossem um político e quisessem acabar com um grupo que está incomodando, o que fariam? O que seria melhor do que espalhar diversos boatos desse grupo, dizendo que acabaram, que não tem mais apoios, não tem mais argumentos, não tem mais força? Pois é, eu faria exatamente isso. E TENHO MEDO QUE ELES CONSIGAM CONVENCER VOCÊS!!!

O cumprimento da lei é inevitável e inescusável, não pode ser optativo por parte de qualquer autoridade, do mendigo ao Coronel. Não adianta dizer que o Regulamento autoriza para evitar mal maior, PORQUE NENHUM REGULAMENTO PODE CONTRARIAR A LEI!!! NINGUÉM PODE DAR ORDEM ILEGAL!!! NINGUÉM PODE DAR UMA ORDEM QUE SEJA CONTRÁRIAS ÀS LEIS DE UM PAÍS!!! É CRIME FAZER ISSO!!! Vejam o artigo 324 do Código Penal Militar...

Sejam fortes, acreditem!!! O que vocês têm a perder??? Vão passar a ganhar mal??? Vão passar a ter condições de trabalho ruins??? Vão passar a ter escalas ruins??? Vão deixar de receber horas extras???

JÁ CHEGAMOS NO FUNDO DO POÇO. NÃO TEMOS MAIS NADA A PERDER!!!

ESPERO TODOS LÁ. SE ACHAM QUE EU TENHO UM PINGO DE CREDIBILIDADE, ACREDITEM E COMPAREÇAM. DEMONSTRE SUA FORÇA!!!

O INIMIGO ESTÁ TÃO PREOCUPADO, QUE O VÍDEO ABAIXO, QUE EU FIZ COM REPORTAGENS E FOTOS DISPONÍVEIS A TODOS NA INTERNET, SACUDIU A POLÍCIA E O GOVERNO. ONTEM OS PEDIDOS DE INFORMAÇÕES DE QUEM ERA "ESSE CAPITÃO" EXPLODIRAM... POR QUE??? SERÁ QUE É PORQUE A REALIDADE DÓI DEMAIS??? OU SERÁ QUE ELES TÊM MEDO DA FORÇA DE VOCÊS, QUANDO EMOCIONADOS, MOBILIZADOS E ACREDITANDO EM ALGO???

MINHA CONTINÊNCIA E CONFIO NA OMBRIDADE E CORAGEM DE CADA POLICIAL MILITAR QUE LÊEM MINHAS PALAVRAS.

FAÇAMOS ALGO AGORA, ANTES QUE NOSSA FAMÍLIA ACABE SENDO MOSTRADA, CHORANDO EM UM ENTERRO, EM UM VÍDEO DISPONÍVEL NA INTERNET...

"Vem, Vamos Embora. Quem Sabe Faz A Hora, Não Espera Acontecer..." Vamos Fazer A Nossa Hora !!! Até Domingo Em Ipanema.

Educação, Saúde e Segurança - Sem Isso, Temos o Rio de Janeiro.

Caros senhoras e senhores, tanto policiais (civis e militares), como funcionários da educação e da saúde de nossa amado Estado do Rio de Janeiro.

Em todos esses anos temos visto o descaso, tanto conosco, funcionários públicos concursados, como com a população, por parte de Governantes, nenhum deles funcionário público realmente, que nada mais queriam além de chegar ao poder e lá se perpetuar.

Temos visto a degradação gradativa, mas super acelerada, do Rio de Janeiro. Temos visto o caos nos hospitais públicos, verdadeiros açougues humanos, onde a palavra de ordem sempre foi gastar muito no todo e miserabilizar no individual, propiciando desfalques monstruosos nos sistemas de saúde por um lado e por outro, o pouco caso com a vida humana, que se perde diariamente nesses locais de terror.

Temos visto o abandono sistemático de nossa juventude às escolas, propiciando o despreparo de nossos futuros trabalhadores e o semi-analfabetismo visto em praticamente todos os concursos públicos. Tudo isso feito através de programas de governo que, aparentemente, se especializavam cada vez mais em despreparar e desqualificar os professores, através, inicialmente, da desmotivação de suas funções para os mais antigos, fazendo-os se aposentar ou abandonar sua profissão. E paralelamente a isso, já preparando o futuro professor para aceitar ser um miserável social, também sem motivação para exercer seu ofício e se acostumando cada vez mais com o desinteresse dos alunos em irem para as aulas.

Temos visto a conivência, muitas vezes criminosa, entre a política e o crime, perpetuando-o em locais onde se era para combatê-lo, tendo a esperança de uma única contrapartida, os votos daqueles infelizes que lá se sentiam protegidos por esses marginais. Para isso acontecer, nada mais óbvio do que enfraquecer as forças policiais do Estado, que em vez de se tornarem independentes, acabaram por entrar nesse prostíbulo político, com funcionários muitas vezes venais e submissos, fazendo sempre as vontades de quem puxava as cordas das marionetes. Como fizeram com os professores, catequizaram também esses profissionais, fazendo-os se sentirem cada vez mais miseráveis, menos que um cidadão, porém, acenando para eles com uma ínfima parcela de poder público, para que não chegassem necessariamente a passar fome, mas que usassem do poder estatal para participarem do prostíbulo, não como clientes, mas como as prostitutas da sociedade.

Tudo isso foi ao longo dos anos assistido por uma população passiva, que aceitava esses acontecimentos sem discutir tais fatos, pois afetaram somente, em um primeiro momento, as classes mais desfavorecidas da sociedade.

Até o dia em que tudo se juntou em um redemoinho difícil de se controlar.

As legiões das outrora crianças, que anos antes tinham abandonado as escolas, a educação, o caminho da cidadania, apareceram rapidamente como novas legiões, mas agora de marginais, fortemente armados, ameaçando e atacando em cheio as classes que antes não se preocuparam com aquilo.

A falta da Saúde Pública também teve seu papel nesse fato social, pois os antigos e novos desfavorecidos sociais, nem ao menos conseguiam tratar da sua saúde ou a de seus filhos, recaindo então para os “favores” dos “novos ricos” das favelas – os bandidos. Eles que prestassem todo o auxílio que aquela população precisava, principalmente no quesito saúde.

Finalmente, para completar o quadro, o último refúgio da sociedade organizada, a polícia, não tinha nenhuma condição de fazer seu trabalho. Trabalho este perdido entre burocracia, corrupção, ingerência de terceiros e a simples falta de motivação e vontade para trabalhar.

Por algum tempo esse quadro estava ótimo. A população um pouco mais abastada não precisava dos colégios ou hospitais públicos e se sentia ainda melhor quando, também, não precisava cumprir as leis. Claro, era só dar uma “cervejinha” para o policial, aquele pé-rapado, miserável, semi-analfabeto que mal ganha para comer. Como ele não iria aceitar? Quantas vezes já ouvimos: “Quem mandou não estudar? Virou policial”.

Do outro lado a população miserável, sendo muitas vezes sustentada pelos marginais, não achando mais necessário que os seus estudassem, já que para atingir o status social de onde viviam – ser bandido – não precisariam daquilo. Ao contrário, os que estudaram eram os mais pobres daquela região, pois seus trabalhos mal remunerados não lhes garantiam nem a sobrevivência. Essas pessoas tinham o exemplo claro de seus vizinhos, médicos, professores e policiais, depois de tanto estudo, não chegavam aos pés, em termos de remuneração, a qualquer olheiro de uma favela. Então, estudar pra que???

Só que finalmente chegou o momento da população pagar o preço da passividade e da falta de interesse político e social. Aqueles marginais não mais se satisfaziam em permanecer reinando em seus guetos. Eles passaram a incursionar nos locais onde as pessoas com maior poder social andavam. Roubavam, matavam, traficavam, tudo amplamente conhecido por todos, mas, infelizmente, sem ninguém que tivesse força nesse momento para acabar com esse problema. Se matassem um, havia outros dez querendo assumir aquele mesmo local, afinal, era essa sua única forma de “trabalhar”.

Finalmente, após os piores anos que nosso Estado passou, todos acreditamos que agora as coisas seriam diferentes. Melhores mesmo!!! Pois, afinal, não haveria a possibilidade de se piorar mais o que já havia chegado ao fundo do poço.

Acreditamos nas promessas de pessoas que demonstravam inteligência e técnica, vindas de nichos pensantes de uma sociedade que há muito tempo havia parado de pensar. Agora seria o momento que todo esse pandemônio iria terminar, tirando os profissionais mais importantes da sociedade da mais absoluta miséria. Haveria investimento no homem, no profissional e na estrutura, custe o que custasse. A sociedade pagaria o preço alto de tamanha passividade, porém, como tudo que um dia terá fim, teria que ter o começo - achávamos mesmo que o começo seria agora.

Essa história, infelizmente, até agora, não está tendo um final feliz... O que vimos nos últimos meses foram investimentos no homem, mas no homem de fora de nossas fronteiras. No pagamento de valores muito além de nossos alcances para policiais que sequer têm compromisso com o Rio de Janeiro.

Foram investidos milhões de reais, realmente, mas para a nossa polícia ou nosso policial, nada mudou. Continuamos morrendo nas ruas, despreparados, com quartéis caindo aos pedaços, sem viaturas, com medo, pensando nos nossos familiares passando, muitas vezes, fome, achando que talvez, não voltemos do serviço ou do “bico” com vida. Um aperto no coração muito grande nos dá ao pensar naqueles rostinhos e mãozinhas que temos em casa, aqueles sorrisos, que por um salário miserável, podemos não tornar a ver mais.

Exmo. Governador, o senhor pergunta o porquê disso estar acontecendo em seu Governo. Eu lhe respondo... O motivo é bem simples: a esperança que depositávamos no senhor ou na outra candidata só foi igualada com a decepção de ver perpetuar o que os últimos governos fizeram. A certeza que tínhamos que pior não ficaria só se sobrepujou à indignação que ficamos ao ver anunciado um suposto aumento salarial, com toda a pompa digna dos políticos, em 24 vezes. Um aumento que para alguns de nós não representa 4 litros de leite para os filhos. Um aumento que nos dá a certeza que nada vai mudar e que a sociedade, impassiva, continua observando o passar do tempo, mesmo enquanto morre nas ruas. Um suposto aumento que nem os últimos governantes, por piores que foram, tiveram a coragem de nos oferecer. O senhor não só ofereceu, mas impôs e ainda, esquecendo qualquer tradição democrática que o senhor ou sua familia têm, nos ameaçou.

Caro Governador, somos homens, cidadãos, pessoas dignas de respeito. Além disso tudo, funcionários públicos com as mais importantes funções da sociedade: Educar (Educação), Salvar (Saúde) e Proteger (Segurança) as vidas do nosso Rio de Janeiro. Enquanto os corruptos enriquecem, nós definhamos.

Nossa situação é gravíssima e o senhor sabia disso ao aceitar o ônus de querer ser o nosso Mandatário maior, portanto, não podemos aceitar ou acreditar que isso é o que o senhor pode fazer por nós. Não somos mais ignorantes, pés-rapados e marionetes. Exigimos atenção, a nós e nossas famílias, que são tão importantes quanto aqueles milhões de beneficiados que terão com os teleféricos da Rocinha ou do Complexo do Alemão, onde haverá tanto investimento estatal. Ou daqueles milhares de atletas que passaram em nossa Vila do Pan, e que, na primeira semana, acabaram com as camisinhas pagas pelo Estado. Aliás, Exmo. Governador, minha família, é muito mais importante do que uma farra regada a dinheiro público.

Caros leitores. A hora é essa e única. Está nas mãos de todos o nosso futuro. Só nós, podemos fazer ouvir nossas vozes pela sociedade. Os nossos clientes somos nós mesmos, portanto, exigimos agora que nosso serviço seja de qualidade. Pedimos que a sociedade entenda que tudo o que iremos fazer é também para seu benefício. Só assim, com o trinômio Educação, Saúde e Segurança, o Rio de Janeiro conseguirá vencer esta batalha contra a degradação social. Só assim, o Exmo. Governador poderá perceber o erro que cometeu – já que errar é humano, mas admitir é divino – voltando atrás em sua decisão.

Enquanto isso, caros amigos, achei um local ideal para guardarmos nosso polpudo aumento. Espero que não sobre muito espaço...

E o Salário Óhhhhh:

Essa postagem poderia ser simplesmente definida pela imagem do nosso Exmo. Governador, demostrando, com os dedos, o reajuste salarial imposto. Porém, creio eu, que devo deixar de lado o silêncio que mantive, aguardando calmamente uma manifestação sensata de tal autoridade, acreditando, ainda, que alguém levaria a sério a segurança pública nesse Estado.

O “aumento” salarial imposto por sua Excelência, em 24 parcelas de 1%, seria motivo de piada, daquelas bem de mau gosto, em qualquer roda de bar, no entanto, para o policial, que hoje é favelado, passa fome e tem que se esconder por SER POLICIAL, com risco ser morto e de sua família, isso não é mais uma piada, é a decretação de que somos menos do que nada para a classe política. É a decretação que em nenhum momento houve interesse para que algo sério fosse feito, objetivando a diminuição da criminalidade, da corrupção, do estado de puro terror que se implantou no Rio de Janeiro.

Muito interessante também foi a “ameaça” de sua Excelência, alegando, segundo o jornal “O Dia” que: não vai tolerar reações de sindicatos das categorias, caso estes venham a propor greves ou paralisações por conta de insatisfações com o reajuste.
"E acredito que nenhum sindicato conseguiria apoio das categorias, que terão bom senso para compreender que este reajuste foi o possível
".

Ou seja, caro policial militar, tenha bom senso, afinal, se você passou fome tanto tempo, pode passar mais um pouco, compreendendo que foi feito o possível. Já que se tivéssemos reajustes altos de salários, como poderiam comprar carros novos para a ALERJ, sustentar o salário dos Deputados, Secretários de Governo (não concursados), etc. Ou, quem sabe, como li em algum lugar, o Governador acredita que o cão que passa fome, caça melhor...

Sei que muitos me acharam iludido e ingênuo por acreditar que na reunião com o Governador, tal autoridade pudesse compreender a complexidade da gravidade salarial e estrutural que hoje vive a Polícia Militar. Que em um momento de lampejo, não de político, mas de cidadão e representante do povo, pudesse fazer a escolha certa e recolocar a Polícia Militar no rumo do respeito e da dignidade, visando simplesmente a melhoria do serviço prestado à sociedade. Mas eu, infelizmente, tenho o mau hábito de acreditar nas pessoas até que elas provem que não são críveis. Sou assim, exatamente por nos taxarem, policiais militares, indistintamente, como um bando de bandidos fardados. Como sei que muitos não são, acredito que em outras classes o mesmo aconteça.

Com a carta de repúdio dos Coronéis ao aumento salarial imposto, a cara do atual Governo aparece, usando o Sr. Secretário de Segurança Pública, um Delegado, para ameaçá-los de prisão. Coisa que nem o casal Garotinho teve a audácia de fazer...

Agora, caros leitores, as decisões não são mais individuais. A demonstração que podemos dar ao Exmo. Governador tem que ser única, de toda a Polícia Militar, não de apenas alguns que insistem em não aceitar serem rebaixados à nada, e que sozinhos não terão força, não terão voz, e rapidamente serão sufocados. Agora, senhores e senhoras, a decisão de mudarmos, está nas mãos de cada um, do Soldado mais moderno ao Coronel mais antigo. A decisão é exclusivamente nossa.

Só espero que quem tomar a decisão de nada fazer, pois também é uma decisão, amanhã não tenha a falta de caráter para reclamar dos salários. Quem nada fizer é porque está satisfeito. Falo isso pelo fato de ter ouvido vários militares, que não foram em nossas manifestações públicas sem nenhum motivo, reclamando do aumento. Se eles não foram, é porque não estão precisando... Espero estar enganado com essas pessoas, e que de agora em diante mostrem, junto conosco, toda a sua indignação com a atitude de sua Excelência.

Juntos somos fortes e agora não é a hora de desistir. Ou até quando teremos imagens como essas:

Afinal, Nossa Voz Foi Ouvida - E Por Quem Tinha Que Ser Ouvida - MAS... CONTINUEMOS MOBILIZADOS

Caros leitores do Blog. Como puderam perceber, depois da muito culta e sem erros "Carta dos Delegados", não postei e não expressei mais comentários. Até porque tal carta, na verdade, não expressa a opinião da Policia Civil, mas apenas de algumas pessoas. Além do que, algumas dessas pessoas, correm os boatos, que nem teriam assinado tal carta realmente.

Porém, ao contrário do que muitos estão achando, o nosso movimento não acabou nem enfraqueceu. Muito pelo contrário... O que houve realmente durante esses dias foi uma proposta muito discutida por nós e aceita entre o grupo gerencial e o nosso Comandante em Chefe, o Governador do Estado do Rio de Janeiro. Tal proposta foi muito simples: uma reunião com tal Autoridade - coisa que nunca aconteceu antes em toda a história da Polícia Militar - e alguns membros do nosso movimento e do movimento dos Coronéis, além, obviamente, do nosso Comandante Geral e do Chefe do Estado Maior.

Ao que tudo indica, nossas manifestações públicas pelas ruas do Rio de Janeiro foram ouvidas, já que elas, obviamente, eram para que tivéssemos a atenção de 3 grupos: da mídia, da sociedade e do governo. A mídia noticiou, apesar de fazer de forma bem tímida, ao contrário das manifestações da Polícia Civil; a sociedade ouviu, tanto é, o chamamento feito por membros ativos, como o site Gabriela sou da Paz e de alguns outros, que inclusive fizeram páginas no Orkut apoiando nosso aumento e nos darão espaço GRATUITO (gratuito para nós, não para eles) para fazermos um site mostrando nossas idéias e nossos clamores Institucionais; e agora, por último, mas não menos importante, o governo ouviu, pois demonstra preocupação com quais atitudes serão tomadas por nós. Todos nós, policiais e bombeiros militares do Rio de Janeiro, caso não consigamos o mínimo possível, ganhar mal como nossos irmãos da Polícia Civil.

Então, caro leitores, venho aqui informar que nossa passeata encontra-se adiada, devido ao encontro que haverá entre membros do nosso movimento e o Exmo. Governador do Estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de agosto de 2007.

Sei que muitos irão alegar que é mais um "empurra com a barriga", mais um "enrola que eles vão enfraquecer", etc. Mas o que eu posso dizer é o seguinte: nesse momento, pensando na sociedade, devemos esgotar todos os meios de negociação antes que qualquer outra atitude seja realizada. E SE ENFRAQUECER, A CULPA SERÁ DE TODOS NÓS, POIS NADA ESTÁ DEFINIDO OU ACABADO, APENAS ESTÁ ADIADO!!!

Quero empenhar novamente minha palavra aos senhores - conforme inúmeras vezes alegaram - que não haverá negociatas, ou "toma lá da cá", ou "segura a tropa"... Nos comprometemos desde o início com toda a Polícia Militar, do Soldado ao Coronel, e nossa única solicitação que será exposta ao Exmo. Governador é a mesma que estamos repetindo sempre: INTEGRAÇÃO ENTRE AS POLÍCIAIS ESTADUAIS - PMERJ/PCERJ.

Então leitores, não se sintam desprestigiados ou traídos, muito pelo contrário, estamos passando um momento único da nossa Polícia Militar, onde um Governador receberá não um Secretário de Segurança ou um Comandante Geral somente, mas receberá um grupo organizado que se manifesta e reivindica o justo para todos nós. É óbvio que tudo pode acontecer... Não estou aqui para mentir para ninguém. Mas tenho certeza que essa é uma oportunidade que dificilmente será repetida.

Continuem acompanhando e mobilizados porque tudo será passado para os senhores, seja através dos Blog's, seja através de e-mail's, seja através da imprensa ou do boca à boca.

Abaixo segue a tabela apresentada ao Exmo. Governador pelo Cmt. Geral para a integração salarial já com o respectivo escalonamento:


Abraços e confiem, porque JUNTOS SOMOS FORTES!!!

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