Primeiro Colocado - Categoria Política.

"Eu Não Sou Ladrão Igual a Você" - Bezerra da Silva

Triste Realidade!!!



E o presente confirma isso muito bem.

É Uma Ordem! "Deixai Toda Esperança..."




Deixai toda esperança, ó vós que aqui entrais!




E assim está escrito na entrada do Inferno, onde Dante, na Divina Comédia, relata sua jornada. Quanto mais tempo Dante permanece e se aprofunda no Inferno, mais e mais as misérias humanas lhe são apresentadas de forma pitoresca.


Dante passa pelos vários círculos do inferno, onde os pecados (e pecadores) se mostram cada vez piores, à medida que ele entra. Ele vê a luxúria, a gula, os irados, os soberbos, os violentos, os aduladores (temos muitos desses), os embusteiros, os corruptos (também), os trapaceiros, os hipócritas, os ladrões e, finalmente, no local mais profundo e próximo do próprio Lúcifer, os traidores...



Infelizmente, essa visão terrível do inferno de Dante, é o que grande parte dos policiais honestos que conheço visualizam na Polícia. Sentem, como eu também sinto, que ao adentrar pelas "portas do inferno", deveriam ter cumprido o que lá estava escrito, e deveriam ter abandonado toda a esperança. E que, ao abandonar toda a esperança que tínhamos, termos a consciência e aceitarmos que quanto mais permanecêssemos e nos aprofundássemos, mais estaríamos próximos a Lucifer e seus pecados e pecadores.


Porém, felizmente, alguns não abandonam a esperança. Alguns ainda lutam para fazer a diferença e não deixam que os pecados e pecadores os modifiquem. Insistentemente eles se mantém de pé, contra todas as forças que os tentam derrubar.


Durante a jornada ao inferno assistimos alguns que conseguem, através de seus próprios méritos, sair daquele lugar e subir aos céus (talvez o purgatório também não seja tão mau). Hoje ouvi o relato emocionado de um conhecido, Oficial, com a voz embargada em lágrimas, dizendo que o sonho de seu pai, que é Praça reformado da PM, e depois o dele, era o de ser um Oficial da Polícia Militar. Que hoje, depois de ter caminhado pelo inferno durante vários anos, sem ter abandonado as esperanças como se determinava na porta que passamos juntos, finalmente desistiu de ser policial militar.


As palavras dele, repito, embargadas pelas lágrimas, foram exatamente que: "Eles conseguiram destruir o sonho da minha vida e a do meu pai. Hoje eu só quero sair daqui".


Essa é a Polícia do Rio de Janeiro. Esses são os homens e mulheres de bem que temos nela, e que não querem mais ficar.


Triste? Talvez. Mas mais triste é o fim dos outros. Os que obedeceram no começo e abandonaram as esperanças. Esses nunca sairão, nunca se postarão contrários. Eles permanecerão, durante muito tempo, sem reclamar, sem questionar, sem se importar, somente adentrando nos círculos do inferno.





Triste fim é o deles.

CORREÇÃO!!!

Corrigindo o texto abaixo que, repito, não foi escrito por mim, mas por um CIVIL (como desde ontem deixei explícito na postagem), informo que a entrevista exibida com o Tenente Coronel Fernando Príncipe não é do dia de ontem (27 de setembro de 2009), como se deu a entender. Essa entrevista data de 2008, próxima à época das manifestações por melhorias salariais que culminaram com a queda do então Comandante da PM, Coronel Ubiratan, e assunção do Coronel Pita.

Ou seja, nenhuma das declarações dadas pelo Tenente Coronel Príncipe se referiam, na entrevista abaixo, ao Comando Geral atual ou aos Comandantes de Unidades atuais.

O texto recebido foi retificado nos locais que havia erro. Entretanto, continua válido para todo o resto.

Ele é O CARA!!!

Mais uma vez PARABÉNS.





O tenente-coronel Fernando Príncipe, comandante do Batalhão da PMERJ da Tijuca, dois dias depois de comandar, com competência, a negociação para a libertação de uma mulher que era feita refém em uma farmácia, na Tijuca, mostrou que para ser um bom comandante não basta ser operacional e colocar policiais nas ruas. retificado


Retificado o oficial gravou (ano passado) uma entrevista onde mostra o verdadeiro significado da palavra COMANDANTE / LÍDER. Um homem preocupado com a dignidade de sua tropa, com as condições de trabalho de seus homens e com a segurança da população, a quem é pago para proteger. Ele, diferentemente da maioria, tem CORAGEM de dizer que as polícias só irão melhorar no dia em que forem pagas dignamente (cita o exemplo da PF), no dia em que o policial não precisar mais viver na favela e nem fazer bico nos dias de folga para sustentar sua família. Ele diz que para ter mais homens nas ruas, é preciso mudar as escalas. Príncipe explica que com as atuais escalas, apenas 1/4 dos cerca de 37 mil homens (isso sem contar férias, doenças, etc) estão diariamente nas ruas do estado.


O tenente-coronel fala, ainda, sobre policiais cedidos para outros órgão, PMs que esquecem da corporação e defendem interesses contra colegas por gratificações ou cargos políticos, entre outras realidades que todos sabem, mas poucos tem CORAGEM de dizer, principalmente quando estão em postos de comando.


Príncipe, o senhor tem a admiração e respeito dos policiais e civis honestos e que desejam uma polícia melhor para todos. Há muito tempo, esses policiais e civis honestos, e que desejam uma polícia melhor, estavam desanimados, desunidos e sem esperança. Assistir a esse vídeo hoje, nos faz acreditar que mudanças ainda são possíveis. E o caminho para elas, é a UNIÃO.


Obrigado por ser o homem e o oficial que é.

O texto não fui eu quem escreveu. Foi recebido por e-mail às 19 horas do dia 27 de setembro de 2009. Mas é exatamente a opinião desse Blogueiro.


Como li ano passado em um comentário de um Major, punido posteriormente com prisão pelo então Comando da Corporação, me pergunto para que iria querer ser Comandante Geral da PMERJ se não fosse para melhorá-la. Se não fosse para melhorar a vida dos meus comandados. Se eu sei que não posso realizar isso, preferia não assumir ou entregar meu cargo.


Porém, vemos, consecutivamente, os Comandantes da Corporação entrando e saindo e, sempre, jogando a culpa do que não podem fazer para os escalões superiores. Ora, então não sejam ou fiquem Comandantes da Corporação. Deem o lugar para quem irá brigar e não aceitará um não como resposta do Governador.


Enfim, O Tenente Coronel Príncipe é verdadeiramente, como dito no texto acima, um Comandante e um líder. Pena que pessoas assim não chegarão nunca ao Comando Geral da PM.

Somente PARABÉNS!



Quem efetuou o disparo perfeito foi o Major da PM Busnello e quem deu essa entrevista foi o mesmo Tenente Coronel, chamado Príncipe, que na época do então Governador Garotinho, retrucou asperamente com o Secretário de Segurança Marcelo Itagiba exigindo um salário digno para a Polícia Militar, enquanto outros oficiais em sua volta falavam para ele ficar quieto.

O mesmo Tenente Coronel Príncipe, quando da queda do Coronel Ubiratan, teve a hombridade de entregar (realmente) o cargo, postando seus comandados em forma e explicando os motivos de sua atitude (digna).

É o mesmo que estava ao nosso lado no movimento de melhoras para a Polícia Militar e para o policial militar.

Ele também é o mesmo que está indo em manifestações populares pela PEC 300.

Parabéns Coronel. Minha continência ao senhor. Tenha certeza que é cada vez mais respeitado pelos seus subordinados e que, TODOS, torcemos muito que dessa vez não haja desculpas para que não ocorra sua promoção, REALMENTE MERECIDA.

Quem sabe um dia o senhor não possa ser nosso Comandante Geral, e lutar com o Governo para algo melhor do uma gratificação de 350 reais aos aptos da PM, excluindo os reformados, aposentados e pensionistas, além dos que saem de férias, sofrem acidentes, têm câncer, AIDS, etc. Quem sabe um dia conseguiremos coisa melhor que isso...

Novamente, simplesmente parabéns. Continue sendo o homem honrado que é.

Continuação - Da Guarda Real à Polícia Militar



Com o término da Guarda Real de Polícia (a Polícia Militar da época do Império), após haverem se amotinado no Rio de Janeiro sob a influência de militares de uma unidade do Exército Brasileiro, a Guarda Nacional (foto acima da unidade de Santos), como visto antes, foi realmente implantada. Essa Guarda, apesar de civil, composta por pessoas que tivessem renda relativamente alta (mais de 200 mil réis por ano), era modelada em formas militares de hierarquia e comando. O Exército, que já havia sido diminuído em sua estrutura com a saída de D. Pedro I, após esse episódio, continuou sendo "castigado", como vemos no seguinte texto: “À escória da sociedade cabia fornecer os conscritos necessários para preencher as fileiras minguadas do Exército regular” (Hollowat, Thomas. Polícia no Rio de Janeiro).


Os membros da Guarda Nacional, todos os homens aptos entre 18 e 60 anos, que deviam serví-la em caráter obrigatório, não recebiam qualquer remuneração. Sendo assim, além de suas obrigações do dia a dia em seus trabalhos e em suas casas, ainda tinham que trabalhar em suas folgas como se policiais fossem. Como é de se supor, por várias vezes, os Guardas Nacionais não queriam proceder ao serviço de policiamento. E essa recusa em tirar o serviço obrigava aos juízes à época, seus comandantes diretos, em procederem criminalmente contra os indóceis.


Então, em 10 de outubro de 1831, percebendo-se que era impossível confiar a segurança pública na mão de cidadãos comuns e não profissionais no assunto, tampouco remunerados, a Polícia Militar foi recriada. Inicialmente recebera o nome de Corpo de Guardas Municipais Permanentes, depois assumindo o nome de Corpo Militar de Polícia da Corte.


A ideia do então Ministro da Justiça, que havia proposto seu ressurgimento, era ter uma tropa que não fosse de conscritos, mas de voluntários que se tornariam profissionalizados, com um rendimento superior aos militares do Exército e muito maior que os membros da extinta Guarda Real de Polícia. Enquanto um Soldado da antiga Guarda Real ganhava ao mês 2 mil e 400 réis, o da nova Polícia Militar (Guardas Municipais Permanentes) ganharia 18 mil réis. Somava-se ao salário a moradia e a comida oferecida nos quartéis da Corporação, o que agregava valor ao salário.


Obviamente, como sempre, o salário não era realmente grande como se pode imaginar. O salário somente deixava de ser miserável, se igualando ao de um trabalhador assalariado à época. O Ministro da Justiça queria que o salário fosse bom, porém sabia que somente as classes mais baixas da sociedade achariam o valor de 18 mil réis por mês uma renda aceitável.


Novamente, como nos dias de hoje, se tirava da classe que quer se combater, seus futuros algozes.


O Ministro garantiu (ou tentou), através de normas decretadas, que a polícia deveria agir em conformidade com o que podemos considerar hoje em dia, direitos humanos, além de garantias individuais que pudessem evitar injustiças, como, por exemplo, a entrada em residências somente de dia, excetuando-se por requisição do morador, sendo “com todos prudente”, “guardando pela civilidade e respeito devido aos direitos do cidadão”.


Para organizar a nova Polícia Militar, inicialmente foi chamado o Coronel do Exército Teobaldo Sanches. Sendo então designado definitivamente Comandante, de 1832 até 1839, um senhor (Major do Exército) chamado Luís Alves de Lima e Silva (foto abaixo).


Alguém sabe quem era esse senhor? Se souberem (não vale procurar na Internet), respondam nos comentários, porque a postagem irá continuar depois...

Ainda Somos a Guarda Real do Século XIX...


Isso podemos comprovar verdadeiramente analisando a história do Rio de Janeiro. Modernização? Oxigenação? Só se for na polícia da França!!!


Analisando a história da criação da Polícia Militar, podemos perceber quão cíclicos os acontecimentos são. Isto é, tudo o que acontece nos dias de hoje é uma repetição que nos acompanha há dois séculos.

Praticamente todas as ações são as mesmas, sejam as utilizadas pelo Comando da Corporação ao longo dos anos (que por muito tempo foi de oficiais do Exército), sejam as utilizadas pelos Governantes, civis ou militares (dependendo da época sempre iguais).

As tradições policiais no Brasil se reportam aos quadrilheiros, resumidamente falando, eles eram grupos armados que patrulhavam as ruas, os quais não tinham salário e que, para a sua subsistência, se apropriavam dos bens dos marginais os quais prendiam. Era a legalização, já no século XIX. do conhecido hoje em dia como espólio de guerra.

Pulando alguns anos e já analisando a criação da Polícia no Brasil, temos a criação da Intendência de Polícia, que era basicamente, podemos dizer, um Ministério da Justiça, onde o Intendente tinham poderes de prender, julgar e estipular a pena que lhe convinha (não haviam leis regulando prazos de pena). Essa Intendência é o que a Polícia Civil do Rio se utiliza para dizer que é a primeira instituição policial brasileira.

Porém, esse Intendente civil, não possuía uma força policial (homens) para comandar, sendo então criada a Guarda Real de Polícia, uma força militar como a existente em Portugal, onde havia um Comandante e era subordinada diretamente ao Intendente (repita-se, mais um Ministro ou Secretário de Segurança que um policial).

Juntamente com os Capitães do Mato, a principal atribuição da Guarda Real era coibir escravos ou negros libertos de cometerem pequenos delitos, fugirem, formarem quilombos ou até mesmo portarem um pedaço de pau (pois poderia vir a ferir alguém). Dados bastante precisos arrecadados na época demonstram a quantidade desproporcional de presos negros e/ou escravos para a de brancos (do total 80% dos condenados eram escravos e 95% haviam nascido na África, sendo que somente 1% dos condenados nunca haviam sido escravos).

A gratificação também já se fazia presente naquela época. Com a proibição, em 1820, da existência dos Capitães do Mato no Rio de Janeiro (além medo do Governo em ter um grande grupo de homens armados e organizados, eles próprios ajudavam escravos a fugir para depois capturá-los), a Guarda Real teve a exclusividade na atribuição de repressão. O militar da Guarda Real, que ganhava à época um salário de 2 mil e quatrocentos réis, recebia como gratificação 4 mil réis ao prender (ou matar) um ladrão (furto) e até 20 mil réis por um ladrão que usasse métodos violentos contra suas vítimas (roubo). Considerando o câmbio dos réis, à época, para o dólar, um membro da Guarda Real recebia o equivalente de salário a pouco mais de 1 dólar e 15 cents (0,45 $ por cada mil réis). Ou seja, os salários já eram miseráveis no século XIX, somente havendo a subsistência do policial pela refeição e estadia dada nos quartéis. E as gratificações chegavam a ser 8 vezes o salário, tudo para que o Estado obtivesse a ordem pública que desejava, que era, na verdade, o combate às classes mais pobres, principalmente os negros e escravos.

Outra repetição dos dias de hoje, já que devido, obviamente, aos salários ridículos, se contratava para serem membros da Guarda as classes mais baixas da sociedade, para agirem como representantes da lei. Afinal, mesmo havendo baixos salários, a "importância" de ser uma autoridade da lei compensaria, até porque o combate seria contra os menos abastados, não havendo a ameaça nunca dessas "autoridades" contra as elites. Esses membros atuavam basicamente contra os grupos que eles mesmos haviam saído. Além disso, claro, existia a possibilidade da corrupção.

Após uma revolta dos membros da Guarda Real, insuflados por militares de uma unidade do Exército que haviam se amotinado, a Instituição foi brevemente extinta, sendo substituída por Guardas Municipais e posteriormente uma Guarda Nacional. Tanto os membros de uma como da outra nova Corporação eram pessoas de nível bem superior aos militares da Guarda Real, que deviam possuir renda própria (teriam que receber anualmente 200 mil réis nas grandes cidades). Ou seja, começam a formar uma polícia eminentemente civil, mas (já naquela época) o perfil do policial seria outro, porém um grande problema, o Guarda não receberia salários. Obviamente essa polícia não conseguiu se manter por muito tempo...

(continua...)

Entre os 30 Primeiros e Primeiro do Rio.

Gostaria de, antecipadamente, agradecer aos amigos e leitores que votaram nesse Blog, que estava concorrendo pelo site TopBlog.

Sei que ainda não saiu o resultado oficial, mas é possível ver a classificação provisória desse Blog lá no site. Aparentemente, se nada mudar, o meu Blog ficou na 23a colocação na categoria Política, entre mais de 300 Blogs concorrentes.

Cabe ressaltar que foi, até agora se demonstra, o primeiro colocado entre os Blogs policiais do Rio de Janeiro, sendo que a maioria desses blogs policiais daqui têm uma quantidade muito superior de visitas diárias. Mesmo assim, como se sabe, quantidade não demonstra qualidade. E acho bem legal que as pessoas que frequentam esse nosso espaço perderam um tempinho do seu tempo para votar em mim.

Posso afirmar (porque os próprios me disseram e mostraram) que jornalistas e políticos de destaque em suas áreas votaram em mim, além, claro, dos colegas policiais (me desculpem os outros, mas esses são muito importantes), além de outras pessoas comuns que gostam de ler o que escrevo.

Isso, para mim, representa que apesar de todas as intempéries, de todos os problemas que eu, por minhas posições e opiniões, venho passando nos últimos 2 anos e meio, ainda tenho alguma legitimidade para falar sobre segurança pública e polícia. Demonstra que as pessoas que estão me lendo não são pessoas que olham e pensam: "legal e dane-se". São pessoas que prestam atenção no que eu escrevo e que param o que estão fazendo para me dar um voto. E o voto representa haver a credibilidade dessas pessoas no que eu digo e, mais importante, esperança de um futuro na segurança pública do Rio de Janeiro.

Claro que não estou me colocando em posição superior a nenhum outro Blog, até porque, como eu mesmo disse, são muito bem acessados (alguns gosto, outros não), porém, também isso prova, que não podem considerar que eu estou em posição inferior. Que não podem se dar ao luxo de desprezar a minha posição como formador de opinião. E isso, para quem há 12 anos atrás entrou na Polícia Militar do Rio de Janeiro como Soldado, sem nenhum parente nem conhecendo ninguém, é muito, mas muito gratificante e animador (coisa que de vez em quando é bom ter, além das pancadas).

De mais, só faço essa postagem para agradecer o carinho por terem votado. E saibam que nossa luta (minha e a de vocês) por uma polícia melhor, infelizmente, está muito longe do fim.

Juntos Somos Fortes. E, um dia, conseguiremos estar verdadeiramente juntos para provarmos isso...

Luiz Alexandre - Capitão Policial Militar

A Cara do Brasil.

Acho realmente muito divertido quando as pessoas acusam os policiais militares do Rio de serem totalmente desonestos, corruptos, aceitarem propinas, etc. Estranho é que ninguém se lembra que as propinas que recebem, em sua maioria, são oferecida ou dadas de bom grado por um outro cidadão, que se acha o máximo da honestidade, mas que se beneficia com a corrupção.

Um grupo humorístico chegou a inédita e brilhante conclusão de que nossos políticos e funcionários públicos são apenas reflexo da sociedade em que vivemos. Por isso que também acho ridículo aquele velho papo que falam sobre tal profissão (como lixeiros ou faxineiras) ganhar pouco e seus membros não serem corruptos. Me pergunto se não são corruptos ou apenas não tem a oportunidade de refletir o que aprenderam desde a infância, que é sempre se dar bem em tudo. Quantas vezes já ouvimos falar que empregadas domésticas e outros trabalhadores como faxineiros, pedreiros, etc, já realizaram pequenos furtos quando a oportunidade lhes veio? Se até Juiz de direito já foi condenado por corrupção... Como muito bem pergunta o repórter: "Nós, brasileiros, temos moral para criticar e acusar os políticos de corrupção?". Vamos só trocar a palavra políticos por policiais ou funcionários públicos.

Bem, uma imagem vale mais que mil palavras. Vejam os vídeos e se divirtam, ou fiquem indignados. Como lhes convir.






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