É Uma Ordem! "Deixai Toda Esperança..."
CORREÇÃO!!!
O texto recebido foi retificado nos locais que havia erro. Entretanto, continua válido para todo o resto.
Ele é O CARA!!!
Somente PARABÉNS!
Continuação - Da Guarda Real à Polícia Militar

Os membros da Guarda Nacional, todos os homens aptos entre 18 e 60 anos, que deviam serví-la em caráter obrigatório, não recebiam qualquer remuneração. Sendo assim, além de suas obrigações do dia a dia em seus trabalhos e em suas casas, ainda tinham que trabalhar em suas folgas como se policiais fossem. Como é de se supor, por várias vezes, os Guardas Nacionais não queriam proceder ao serviço de policiamento. E essa recusa em tirar o serviço obrigava aos juízes à época, seus comandantes diretos, em procederem criminalmente contra os indóceis.
Então, em 10 de outubro de 1831, percebendo-se que era impossível confiar a segurança pública na mão de cidadãos comuns e não profissionais no assunto, tampouco remunerados, a Polícia Militar foi recriada. Inicialmente recebera o nome de Corpo de Guardas Municipais Permanentes, depois assumindo o nome de Corpo Militar de Polícia da Corte.
A ideia do então Ministro da Justiça, que havia proposto seu ressurgimento, era ter uma tropa que não fosse de conscritos, mas de voluntários que se tornariam profissionalizados, com um rendimento superior aos militares do Exército e muito maior que os membros da extinta Guarda Real de Polícia. Enquanto um Soldado da antiga Guarda Real ganhava ao mês 2 mil e 400 réis, o da nova Polícia Militar (Guardas Municipais Permanentes) ganharia 18 mil réis. Somava-se ao salário a moradia e a comida oferecida nos quartéis da Corporação, o que agregava valor ao salário.
Obviamente, como sempre, o salário não era realmente grande como se pode imaginar. O salário somente deixava de ser miserável, se igualando ao de um trabalhador assalariado à época. O Ministro da Justiça queria que o salário fosse bom, porém sabia que somente as classes mais baixas da sociedade achariam o valor de 18 mil réis por mês uma renda aceitável.
Novamente, como nos dias de hoje, se tirava da classe que quer se combater, seus futuros algozes.
O Ministro garantiu (ou tentou), através de normas decretadas, que a polícia deveria agir em conformidade com o que podemos considerar hoje em dia, direitos humanos, além de garantias individuais que pudessem evitar injustiças, como, por exemplo, a entrada em residências somente de dia, excetuando-se por requisição do morador, sendo “com todos prudente”, “guardando pela civilidade e respeito devido aos direitos do cidadão”.
Para organizar a nova Polícia Militar, inicialmente foi chamado o Coronel do Exército Teobaldo Sanches. Sendo então designado definitivamente Comandante, de 1832 até 1839, um senhor (Major do Exército) chamado Luís Alves de Lima e Silva (foto abaixo).

Alguém sabe quem era esse senhor? Se souberem (não vale procurar na Internet), respondam nos comentários, porque a postagem irá continuar depois...
Ainda Somos a Guarda Real do Século XIX...





